"I am Jack's complete lack of surprise."
quarta-feira, 11 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
Embora a psiquiatria deva ter um nome e um CID pra isso, eu prefiro pensar em desautomatização.
Quinta-feira pela manhã e lá está você: no escritório em frente ao computador, completamente separado do mundo por uma janela lacrada e uma persiana azul fechada atrás de você. Depois daquela froteira, a vida. Antes dela, apenas a sua vida.
E lá está você. Lê as notícias do dia, que não passam das desgraças de ontem. Você olha pro relógio e já são 30 minutos sem trabalhar... metido naquela pose com cara-de-conteúdo, insensível àquele monte de bosta fedorenta. Se preocupa com o chefe e espia: ele não está na sala dele. Espicha o olho pro outro lado: o colega está fazendo a mesma coisa que você. Ótimo. Tudo sob controle. Hora de checar os e-mails.
E olha lá você! Insensível ao mundo, ocupado e tentando se convencer que só abriu o e-mail pra deletar aquele monte de spam, tentando se enganar de que não está a procura de qualquer coisa que sirva pra te lembrar que você ainda é humano. De qualuqer surpresa que te derrube deliciosamente da cadeira e te prove estar errado sobre a mesquinhez das coisas. Mais uma manhã na qual você ainda quer acreditar que não é mais um insensível maldito. Tudo o que você quer é qualquer coisa que acabe com a sua própria lógica. Então, finalmente:
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De: Adriana Rinaldi [mailto:adrianarinald1@yahoo.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 4 de março de 2009 19:42
Para: Emanuelle Santos
Assunto: Re: Hermanita!
Hermanita linda de mi vida!
Que saudades malucas! Como vc está? Eu estava bem sim quando te escrevi aquele recadinho no Orkut, amor. Apenas sentia uma saudade exacerbada, uma vontade de receber notícias suas...acho que é o inferno astral me fazendo ficar mais sensível...rs.
Ando mega centrada nos meus estudos hispânicos, gata. A satisfação que sinto ao conseguir me comunicar em uma língua que não é a nossa é tão grande! É bonito pensar que estamos dispostos a aprender um outro idioma para conseguirmos nos comunicar com cada vez mais gente neste mundão, ouvir cada vez mais histórias vindas dos lugares mais improváveis possíveis. O nível 4 termina amanhã. Amanhã vamos fazer as provas orais e escritas e aí é só ver se passamos e nos matricular no nível 5. São sete ou oito níveis, acho que vai rolar voltar com diplominha de fluência pela UBA. Bacana, não? Aprendemos o presente do subjuntivo neste nível, bem parecido ao português. No próximo nível será o passado do subjuntivo, que, não sei como, já sei usar razoavelmente. É aquele tal de “tuviera”, “hubiera” & Cia. Tá gostoso estudar espanhol.
Tudo bacana por aqui, Manu. Esta cidade é mesmo muito legal para se viver...ando conhecendo tanta gente, tantos lugares que às vezes penso se um dia terei parada nesse mundão, se um dia meu coração vai sossegar e aceitar ficar "parado" em um só canto desse globo terrestre! Mas enfim, enquanto ele não quiser descansar eu vou onde ele quiser, né :) tenho tanta sede pela vida que às vezes me assusto...tenho até vontade de chorar de tão bonita que ela é, de tanta curiosidade que ela pode nos despertar...claro que temos as angústias do viver tbém, nem tudo são flores, mas talvez o bonito mesmo da vida seja o fato de que ela é sangue e mel, amargura e doçura, e sendo assim, não tendo uma única característica que a defina, as possibilidades são infinitas...olha eu na filosofia! hahaha. e olha que estou sóbria, hein!!
Não sei se te contei, mas a Mirella vem pra cá! Tô feliz da vida que ela chega amanhã! Imagina minha ansiedade pra ver aquela gigante amada! Nem acreditei quando ela me disse que ia vir. E ainda na época do meu aniver! Que linda...hoje nos falamos por tel. Vou buscá-la no Ezeiza e tudo...acho que vamos passar uma semana muito linda juntas. Tô feliz por ela vir e poder conhecer um pouquinho da minha vida portenha, das minhas novas aspirações, desejos. Aliás, tô procurando emprego nessa terra, não queremos irnos em junho não...e vc, quando pensa em vir, amor?
[...]
Segunda assistimos um filme muito fofo: Simplesmente Amor (Love Actually). É com a Emma Thompson, o Hugh Grant (tô virando fã desse cara!) e mais uma porrada de ator, incluindo o super Rodrigo Santoro, que só fala o necessário (quando fala...rs). O bofe deve ter sido contratado pra mostrar o corpanzil e dar mais ibope. rs. Tô brincando, mas ele fala bem pouco mesmo. Terminamos as duas debulhadas em lágrimas. Tem que ver que filme fofo. Foi o Túlio, nosso amigo brasileiro e blogueiro, quem emprestou. Ando toda cagada com histórias de amor, achando a coisa mais linda. Queria me apaixonar de novo, sabia Manu? Como já disse, ando tranqüila, meio assexuada ultimamente, o que tem me agradado. Assexuada no sentido de que estou calma, sem o desespero característico dos primeiros meses. Ando gostando de estudar, ficar em casa, ver filminhos, baixar músicas...mas apesar da tranqüilidade, o coração está aberto para alguém legal que decida aparecer, que tenha uma vontade genuína de me conhecer, de decifrar as minhas cores. E talvez justamente pela tranqüilidade é que dê vontade de se apaixonar de novo, de ter alguém com quem compartilhar esse momento tranqüilo. Tenho ido na balada pra curtir a música, dançar. Estou num momento muito gostoso da viagem e acho que é devido a essa tranqüilidade toda, Manu. O coração tá calminho, como se estivesse se preparando para algo bonito. Engraçado às vezes sentirmos isso, né?
Bom, a saudade do Brasil e das pessoas amadas é intensa...não podemos abraçar o mundo, ne? É uma experiência linda e grandiosa que tenho vivido. A parte dura fica com a saudade...recebi algumas notícias meio tristes do Brasil, mas é a vida, é o ciclo...minha vó, mãe do meu pai, faleceu no meio de janeiro...exatamente dois anos depois do seu Zazá. Foi lá encontrar meu pai. É mais uma estrelinha brilhando, olhando pra mim. Fiquei super mal por estar aqui, entrei numas piras de que meu pai ficaria triste, mas Magdão (que agora é uma amiga absurdamente importante. nossa relação mudou tanto!) conversou comigo e me confortou bastante...tô na emanação de energias positivas e muito amor para todos aí. Sei que a tendência é sermos felizes e que a cada dia tudo melhorará.
Mas e você, minha linda? Me preocupo contigo! Entendi perfeitamente as coisas que você disse neste email, o fato de você repensar a maneira como sua vida está organizada. Acho que você está repensando tudo porque ainda tem muita sede pelo novo, muita curiosidade pela vida. Sei que às vezes paramos pra pensar no que estamos fazendo da vida, naquilo que nos faria mais felizes no momento, na indagação “possuímos as coisas ou elas nos possuem?”. Já me perguntei muito isso e talvez por essa indagação tenha decidido largar emprego, trancar faculdade, me dispor a ficar um tempo longe das pessoas que amo, dos meus bichos de estimação...é maluca essa vida mesmo. Quando menos esperamos vem um bichinho à noite, nos morde e parece que acordamos de uma outra maneira na manhã seguinte...mas sabe que fico contente por vc estar se perguntado essas coisas, Manu? Pra mim é um sinal tão nítido de que você tem uma vontade muito grande de viver tudo o que este mundão tem para nos oferecer! E você é uma pessoa tão forte, Manu, tão cheia de coragem dentro desse peito...acho ótimo você considerar a idéia de ficar um tempo na Suécia. Seria tão bacana você ter esta experiência! To sempre na torcida para que seus desejos sejam concretizados, para que vc seja bem feliz, Manuzita. Meu ombro continua aqui, mesmo que à distância. Te amo tanto, quero tanto teu bem!
E o mestrado? O seu apê? Como é terminar a faculdade (olha a pergunta! rs)? Tenho muito orgulho de vc, amor.
Saudade tão intensa ultimamente...penso sempre nas nossas idas ao Conexión, nos nossos bloody marys no Applebees ou no America...ai ai, pessoa linda e importante que você é na minha vida, viu Manu! E dona Nívea? Jr, Carlos? Mande beijos!
Ah, sabe quem esteve aqui? O Alê! A Ana, namorada dele, ta morando aqui há um mês pra estudar espanhol. Vai ficar até o final de março. Ele veio visitá-la e nos encontramos. Foi lindo encontrar o Aleixo aqui! Só faltou mesmo você! Tomamos um vinhozinho muito bom aqui pertinho da minha casa. Eu, ele, Ana e Plic...muito gostoso revê-lo.
Te amoooo!
Beijo grande.
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E você chora.
Quando a primeira lágrima, silenciosa, involuntária e verdadeira cai sobre a mesa do escritório, tem uma estranha sensação de felicidade... de paz e desmedida ternura. Disfarçadamente, enxugando as lágrimas pra preservar a maquiagem, se sente, por um momento, humano.
"E o coraçãozinho do Grinch cresceu três vezes naquele dia..."
Então, de repente, você se vê desconfortável dentro daquele monstro japonês. Olhando pela janelinha ocular dele, mas vendo com olhos que são, só naquele momento, os seus.
Toca o telefone e, repentinamente, você se vê de novo lá dentro, diferente. Sentado na cadeira do comandante com o joystick na mão e, conscientemente, acabando com Tóquio.
"NIPRO, Emanuelle...."
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Just like a rolling stone
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?
Pois é. Acho que sinto mais a crise de pasaagem pra vida adulta do que senti na adolescência. Escolhas com cara de "pra sempre", mas tão frágeis quanto um devaneio de criança que brinca sozinha. Como se eu soubesse que, de fato, estou entrando na histeria coletiva dos adultos em volta e tivesse certeza que a única verdade absoluta está em qualquer coisa pra qual eles não deem nenhum valor.
E no meio disso tudo a única certeza é a de estar sozinha num processo tão meu. Preza na incomunicabilidade de uma experiência tão comum... quase esquizofrênica e insuportavelmente sensível. With no direction home. Like a complete unknown, just like a rolling stone.
Destination unknown, but no surprises.
In a darkened room, infected.
Silent lucidity....
... and who cares a lot?
A babilônia é tão completa que nem a minha língua sozinha dá conta. Viva ao multiculturalismo! À descentralização do sujeito e a perda do caminho de casa!
Bom mesmo é ser de todo o lugar e não se sentir pleno em lugar algum, não é? Viva a saudade da Europa e das coisas que eu não fiz! Viva a prestação! Ao catão de crédito, CPF, a jornada diária de 16 horas de atividades obrigatórias nas quais você insiste em enxergar algum prazer que você, de fato, nunca sentiu! Viva a vida adulta de renúncias e desprazeres! Seja infeliz e serás aceito!
Queria quebrar a guitarra que nunca tive coragem de pedir à minha mãe.
Com a certeza de mais uma manhã na qual a Terra não vai parar e a colônia de formigas continuará sua marcha ordenada pelo frágil equilíbro entre ordem e caos, seguindo sempre com um quadro da rainha na parede.
E eu seria capaz de tudo.
fim.
domingo, 28 de setembro de 2008

Ao instrumento maravilhoso que nos distrai das angústias promovendo a solidão da qual promete nos livrar tão convincentemente.
Aos quartos vazios e escritórios solitários; às lindas tardes amareladas perdidas em frente a nossa inabilidade assumida de compreender as coisas simples.
Ao signo da modernidade, do sucesso e da individualidade que acelera o tempo precioso da maturação das idéias.
Ao promotor da fragmentação do sujeito em alma subjetiva tão única e incapaz de se conectar:
Meu muito obrigada.
domingo, 21 de setembro de 2008
mais uma semana de política interna, viagens de ônibus fretado, desafios, superações, decepções e tudo mais quanto aparecer.
e meu nome não entrará para a história.
quando eu morrer se esquecerão de mim.
não sou Jim Morison nem Cazuza. Heitor ou Aquiles.
nem ex-BBB eu sou.
duro entender que minha vida não é um filme com final feliz. que não sou Eli Stone e que não há várias pessoas assitindo, torcendo por mim ou pelo meu aneurisma.
se eu tiver um aneurisma eu vou morrer e não darei ibope. o do Eli comove todos os telespectadores da sony hahahaha!
e como a consciência da mediocridade e da limitação é libetadora. o descompromisso com a perfeição é, com certeza, a melhor dádiva que deus me deu.
sem mais.
** ao som de "Love me two times"
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Porque tem tanta gente boa nesse mundo.
Nessa sexta a aula começava às 14h00, mas o trânsito junto com mulhões de outros fatores não esteve a meu favor. Correria para conseguir me inscrever no processo seletivo para o mestrado. Resultado, cheguei às 16h00 e perdi o filme que era tema para o debate.
Nessa aula meus professor não pode ir, e eu recorri ao doutorando que conduziu os trabalhos. Alguém que nunca vi e que, no final da aula não tinha obrigação nenhuma de me ajudar, nem de me comprar um capuccinho (já que até aquela hora não havia comido), e depois de fazê-lo me mandou a seguinte mensagem:
Oi, Emanuelle! Tudo em paz?
Fiquei muito feliz por ter te conhecido! Como é bom conhecer pessoas maravilhosas e de forma totalmente inseperada, não é mesmo?
Estou na torcida pelo teu ingresso na Pós-Graduação! Vou rezar para que Santo Antonio te ajude, te proteja e te ilumine durante todas as etapas.
Beijo grande e tenha um ótimo final de semana,
Geninho.
Pai de uma linda filha e com uma também linda esposa, doutorando em literatura caboverdeana vindo do Mato Grosso, fez melhor o meu dia.
Obrigada!
domingo, 17 de agosto de 2008
Um bom aniversário.
Hoje completei 25 anos e resolvi passar esse dia em casa, com a família sem bar ou festança. Passei um domingo com feira, arroz, feijão, sobremesa, bolo, fotos e piadas da minha boca grande desde quando era bebê. Não teve música ou roupa especial, mas filme com a família na sala de estar.
Pela primeira vez estive nessa cena sem querer estar em outro lugar. Sinto aquela paz que só a ausência da excitação permite. Sem paixões e sem histeria estou vazia, e me sinto bem.
Alguém disse uma vez que as paixões são a graça e a desgraça do mundo. Pode ser. Meu coração está quieto, minha mente clara. Me sinto leve, com a certeza de quem fez tudo o que podia.
Pronto, agora o mundo pode acabar.
Ou que venha mais um ano!
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Não seria poeta nem fazendo muita força. Ou seria essa minha incapacidade sensível pura poesia moderna?
Você tem despretensiosa razão.
Minha cabeça ferve. Meu coração dorme. Meus sentidos não sentem. Me sinto Alice. Cansei. Ui!
domingo, 22 de junho de 2008
Nada melhor

Adri, Bibi, Paulinha (Flying Head), Nega.

Dani - Ruivão e Adri (Garota-placa)
Como é mesmo aquele trecho do poema do Alan?
Bem...., é aquilo mesmo.
Há pessoas que simplesmente tornam o ar mais respirável.
Obrigada.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
É incrível como podemos aprender mais de nós mesmo através dos outros. Talvez relacionamentos sejam também grandes “issos”, nos fazendo trocar de pele, avançar estágio, mudar de tela.
A questão é que às vezes essas coisas cansam. Às vezes bom mesmo é ficar lendo Poemas do Alan e da Ana, dando vazão à sua sentimentalidade reprimida. Às vezes bom mesmo é dizer SIM. Deixar que o mundo se acabe em barranco. Às vezes me canso de explicar.
Sim, sou do tipo chato que explica tudo. Sinto minha cabeça como uma grande enciclopédia e acabo escrevendo cada vez mais parecido com o GG, do Dragão (aliás, GG querido, to cortando um dobrado pra entender a imagem do casal argentino de hoje, caso queira ajudar aqui minhas sinapses, agradeço!). E ninguém entende nada.
Isso que dá deixar meu Tyler de mini-saia fazer revolução na cozinha do meu coração. Quando olho no espelho vejo ele lá, rindo pra mim, fazendo do cinismo sua maquiagem, seu cabelo, sua roupa, como ouvi dizer essa semana.
E assim fica ele todo vestido e eu aqui, pelada na chuva. O coração de fora, as feridas sangrando. Sem nem uma tanguinha. Leoninos têm mesmo dificuldade com meio-termos.
Mas eu sou apaixonada por ele. Ou seria pelo real?
HAHAHA!
É forma violenta através da qual ele tenta me desautomatizar. Colocando uma arma na própria boca estourando seus miolos cínicos pela parede para que no fim sobre apenas eu. E quanto de mim é realmente amado? Saberei talvez o dia em que finalmente eu apertar o gatilho.
Porque só a Marla salva! Ah....! Hollywood......!
quinta-feira, 19 de junho de 2008
This is YOUR LIFE.
This is your life
And you open the door and you step inside
Where inside our hearts
Now imagine your pain as a white ball of healing light
That's right, your pain
The pain itself is a white ball of healing light
I don't think so
This is your life, good to the last drop
Doesn't get any better than this
This is your life and it's ending one minute at a time
This isn't a seminar, this isn't a weekend retreat
Where you are now you can't even imagine what the bottom will be like
Only after disaster can we be resurrected
It's only after you've lost everything that you're free to do anything
Nothing is static, everything is evolving, everything is falling apart
This is your life, this is your life, this is your life, this is your life
Doesn't get any better than this
This is your life, this is your life, this is your life, this is your life
And it and it's ending one-minute at a time
You are not a beautiful and unique snowflake
You are the same decaying organic matter as everything else
We are all part of the same compost heap
We are the all singing, all dancing, crap of the world
You are not your bank account
You are not the clothes you wear
You are not the contents of your wallet
You are not your bowel cancer
You are not your grande latte
You are not the car you drive
You are not your fucking khaki's
You have to give up, you have to give up
You have to realize that someday you will die
Until you know that, you are useless
I say let me never be complete
I say may I never be content
I say deliver me from Swedish furniture
I say deliver me from clever arts
I say deliver me from clear skin and perfect teeth
I say you have to give up
I say evolve, and let the chips fall where they may
This is your life, this is your life, this is your life, this is your life
Doesn't get any better than this
This is your life, this is your life, this is your life, this is your life
And it and it's ending one-minute at a time
You have to give up, you have to give up
I want you to hit me as hard as you can
I want you to hit me as hard as you can
Welcome to Fight Club
If this is your first night, you have to fight.
The Dust Brothers featuring Tyler Durden
Da trilha do filme Fight Club
domingo, 15 de junho de 2008
Back to the old times.
Pois é. Ser fofa é legal. Eu também tenho meus momentos.
E eles passam.
Symphathy for my Devil.
"Daqui em diante, sereis conhecido como Darth... Vader"
Eu era realmente uma dessas pessoas que, como Hitler, simplesmente inventaria uma boa desculpa para eliminar da face da terra todo mundo que me irrita. Eu acho que seria capaz de matar alguém e não me arrepender de nada além de ter feito algo que me levaria à cadeia. Eu não sou diferente da Suzanne Richtoffen.
Eu só não ia gostar da cadeira porque a cadeia é suja.
Deve feder tanto quanto fede banheiro depois que gente bem alimentada sai de lá.
Assim são as regras da boa educação. Todo mundo caga, mas falar disso não é nada natural.
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É isso o que dá, quando você passa tanto tempo tentando ser uma pessoa melhor. No intuito de mudar completamente você se convence de umas coisas, passa a acreditar em outras. Vira uma pessoa fofa. Sorri para o próximo. Ajuda os judeus.
E na primeira TPM, sem ajuda de hormônios que custam caro, o Hitler de dentro e você volta com tudo, mais certo ainda de que você é o único ariano púrpura da face da terra e lá se vão os pobres e inocentes judeus pras valas comuns.
E você se convence de que sua mãe está certa: você não presta.
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O mundo no qual eu vivo gosta de gente fofa, mas só os Hitlers tem sucesso. Jack Welch tocou o terror na GE e é um dos mais celebrados executivos da face da terra. Deve ter gente fazendo terapia até hoje por causa dele desgraçado.
O fracasso é imperdoável. Assim, você vê a ética protestante dos seus amigos justificando o carro novo, a namorada burra,o apartamento financiado e o extermínio dos judeus. Depois você vê os judeus exterminando os palestinos, crescendo a indústria bélica, ajudando a economia mundial que sustenta teu próximo, funcionário da fábrica. Você percebe que o Hitler de dentro deles é muito melhor que o original. Afinal, a prática leva à perfeição! Você fica muito confuso.
Aí pensa melhor: A sua mãe é que não presta.
Acho que ela leu Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes. Eu odeio Stephen Covey.
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sexta-feira, 13 de junho de 2008
Vírus ALANA ::: A Epidemia
Estou infectada, vou pro CTI.
Minha doença? O mais novo Vírus ALANA. Uma espécie rara oriunda de um cruzamento improvável entre uma variante Guatemalteca ALAN e a Germano-Brasileira ANA.
Sim. É um vírus. Eu quero transmiti-lo a você.
El Livro de Alan, volume ii
www.librodealan.wordpress.com
Parte i
Parte ii
Há registros de, pelo menos, outros dois doentes: os Señores Maurício Schuartz e Rafael Daud.
e nada disso tem de milagre. isso é a própria vida.
por AnaR.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Revólver ::: Coffee, TV e o mostro debaixo da cama.
Sim. Será feriado. Os amantes das bandas de aqui poderão esticar a noite num gostoso amanhecer sem hora pra acordar. Até os comerciantes poderão parar ara gastar os ganhos com a data gorda seus amantes institucionalizados e de aluguel.
Sim. É uma época que faz pessoas como eu pensarem muito na vida. Pessoas que, por tantos e vários motivos, socam sua sensibilidade embaixo da cama por tanto tempo. Pessoas orgulhosas de uma insensibilidade que sofre silenciosa com a solidão dos domingos à tarde, numa dantescamete falsa pretensão de ser racional.
E numa época assim, quando toda a poeira debaixo da cama ataca você, e revoltosa assume o comando, um extremo sentimento de fragilidade e paralização toma conta; você percebe que é humano, e por mais que tente negar, sente que o distanciamento acadêmico não é mais que uma teoria. Você desiste. Você só quer um abraço.
Nessa hora seus amigos te mandam pro psiquiatra, mas você começa a entender que está renascendo. Você se sente ofuscado por luzes brilhantes que seus olhos cegos nunca viram, e em rompantes de despespero até chegam a desejar jamais ver. E, de repente, há tanta beleza. Sua razão pára de lutar. É tanta beleza... que o cruel começa a te revirar o estômago. Que o terremoto na China te deixa, verdadeiramente, triste. Que um poema, finalmente, te emociana e você sente.
E você fica feliz com a felicidade dos outros; pura e simplesmente porque ela existe. E nessas horas tudo o que você quer é agradecer.
Alan: Gracias a ti.
Do Revólver de Alan Mills , al sonido de Blur, Coffee and TV - canção que há tantos anos me acompanha, sempre sem deixar com que eu consiga escrever mais após a vírgula.
1.
hemos bebido juntos tantas veces
cada gota de lluvia se refleja por dentro
de nuestros tarros
y las burbujas en la cervezas
on flores amarillas
que nos recuerdan que algo
demasiado vivo
va a matarnos un día
2.
hay historias de la gente que queremos
que bien podrían sumirnos en la hoguera:
un día vamos a ser un único ardor luminoso
3.
cuánto tiempo seguirá esta sombra
perdiéndosemis ojos le capturan algo
pero lo olvido en tres segundos
4.
bailamos sentados como idiotas
perfectos voladores nocturnos
y tristes y llenos de nostalgia
como unos viejos muy tontos
5.
también somos felices
supimos perder lo que debíamos
como una botella que por fuera devuelve
la luz de una manera muy distinta
a la forma en que esa misma luz se entrega
a nuestra sangre
y ese tránsito nos hace felices
bailamos sentadosparecemos bellos idiotas
tarareando canciones extranjeras
6.
es viernes
estás solo
bebes café
miras televisión
revisas tus correos
una y otra vez
en CNN ves un documental:
si pasas más de 4 horas
conectado
eres un adicto
sí
lo que necesitabas:
una razón nueva
para entregartea las llamas
7.
en otra ciudad
alguien está pegando tus versos
al asfalto
es una fe desgraciada en las cosas
del mundo
porque los tractores
y las nuevas construcciones
los irán borrando
así funciona todo esto
y entonces empiezas a sentir que lo importante
no eran esos versos
sino la forma arqueada de su espalda
esa mujer que los entrega al asfalto
dibuja una silueta de color en los edificios
aunque no la mires
http://www.librodealan.wordpress.com/
Video: "Coffee and Tv", de Blur
Sem mais,
domingo, 8 de junho de 2008
Carta Argumentativa - Modelos e Proposta
Caros Alunos,
Conforme conversamos na última sexta feira (06/06), vamos trabalhar a produção de Cartas Argumentativas. Como parte do nosso exercício gostaria que vocês lessem a Proposta de Redação Unicamp 2006 vocês encontram clicando no link abaixo (arquivo em PDF):
- Modelo de Redação Acima da Média
- Modelo de Redação Abaixo da Média
- Modelo de Redação Anulada
Agora é sua vez de produzir uma Carta Argumentativa! Clique aqui e acesse a Proposta de Redação Unicamp 2005, a partir da qual você deve elaborar sua Carta seguindo as instruções do documento.
Nas próximas aulas falaremos mais sobre a Carta, mas é importante que você leia as propostas, uma vez que elas servirão como base para nossas discussões em sala de aula.
Até breve!
Emanuelle.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Porque menos é mais.
Éder diz:
sabe quem eu encontrei no domingo depois da missa??
Emanuelle diz:
quem?
Éder diz:
uma morena Show de bola....muito bonita e simpática
Éder diz:
estudou com a gente e hoje é reporter!!! apresenta um jornal e tudo!!!
E, de repente, eu me lembrei que há tantas outras rotinas possíveis..... A missa como evento que marca o tempo do domingo.... pessoas que TEM cinco minutos e que, com isso, tem tanto mais.
Domingo depois da missa..... e tem tanto ar puro que eu ainda não respirei! Que bom!
Alguma coisa está fora da ORDEM?!
Vapor barato, um mero serviçal do narcotráfico
Foi encontrado na ruína de uma escola em construção
Aqui tudo parece que é ainda construção e já é ruína
Tudo é menino e menina no olho da rua
O asfalto, a ponte o viaduto ganindo pra lua
Nada continua
E o cano da pistola que as crianças mordem
Reflete todas as cores da paisagem da cidade que é muito
Mais bonita e
Muito mais intensa do que no cartão postal
Alguma coisa está fora da ordem
Fora da nova ordem mundial...
Escuras coxas duras tuas duas de acrobata mulata
Tua batata da perna moderna, a trupe intrépida em que fluis
Te encontro em Sampa de onde mal se vê quem sobe ou desce a rampa
Alguma coisa em nossa transa é quase luz forte demais
Parece pôr tudo à prova, parece fogo, parece, parece paz
Parece paz
Pletora de alegria, um show de Jorge Benjor dentro de nós
É muito, é muito, é total
Alguma coisa está fora da ordem
Fora da nova ordem mundial...
Meu canto esconde-se como um bando de Ianomâmis na floresta
Na minha testa caem, vêm colocar-se plumas de um velho cocar
Estou de pé em cima do monte de imundo lixo baiano
Cuspo chicletes do ódio no esgoto exposto do Leblon
Mas retribuo a piscadela do garoto de frete do Trianon
Eu sei o que é bom
Eu não espero pelo dia em que todos os homens concordem
Apenas sei de diversas harmonias possíveis sem juízo final
Alguma coisa está fora da ordem
Fora da nova ordem mundial...
domingo, 1 de junho de 2008
O Haiti é Aqui
Quantas vezes será que enxergamos nossa própria hipocrisia ao olharmos no espelho?
Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado (http://www.fundacaojorgeamado.com.br/capa.htm)
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque, um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for ver a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo...
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino de primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E ao ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui